Jurim Moreira - cinema, televisão e teatro

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Jurim Moreira (Teatro Rival, Fev. 2023 ) | foto: Marcelo Castello Branco
 


Nota: Página em construção e atualização 


Televisão: A Assinatura Rítmica da Teledramaturgia

A trajetória de Jurim Moreira na televisão brasileira tem um marco fundamental no ano de 1976, quando ingressou no corpo de músicos de elite da Rede Globo. Naquele período, a emissora mantinha uma estrutura de excelência com maestros contratados, responsáveis pela sonoridade de programas que uniam música e dramaturgia com rigor técnico absoluto. Sob a batuta de mestres como Guio de Moraes, Zé Menezes, Waltel Branco e Geraldo Vespar, Jurim tornou-se o baterista de confiança para as gravações de base e trilhas de programas icônicos como Faça Humor, Não Faça Guerra e Planeta dos Homens.

Foi justamente através da precisão e do balanço demonstrados nessas sessões de estúdio que seu talento despertou a atenção de Guto Graça Mello, então Diretor Artístico Geral da Globo. Essa chancela dos veteranos da regência pavimentou o caminho para que Jurim se tornasse a referência rítmica da emissora, consolidando-se como o braço direito de Eduardo Souto Neto na criação dos temas que viriam a definir a identidade sonora da rede. É importante precisar que, enquanto Jurim atuava no núcleo fixo do Departamento Musical, ele também era o músico de escolha quando a Globo convocava nomes de peso externo para projetos especiais. Nesse contexto, sua bateria deu suporte à sofisticação de mestres como Radamés Gnattali, que trazia a chancela da excelência brasileira; Eduardo Lages, ligado aos grandes especiais de auditório; e Roger Henri, que imprimia rigor cinematográfico às trilhas incidentais. Sua versatilidade técnica também foi requisitada por regentes como Luiz Roberto, Nelson Ayres, Graham Preskett e o Maestro Nelsinho, além do refinamento de Luiz Cláudio Ramos.

Com a evolução da linguagem visual na década de 80, Jurim Moreira permaneceu como o pilar rítmico fundamental na renovação estética da emissora. Sob a coordenação de diretores como Mariozinho Rocha, ele trabalhou intensamente com produtores e compositores que redefiniram o som das novelas e especiais, como Mu Carvalho e Alberto Rosenblit, que trouxeram o frescor da fusão entre o pop e o jazz para a tela. Essa linhagem de qualidade técnica e criativa estendeu-se ao longo dos anos, alcançando colaborações com nomes como Ary Sperling e Eduardo Queiroz. Seja sob o refinamento de Dori Caymmi em minisséries históricas ou nas produções contemporâneas, a presença de Jurim Moreira nos estúdios representa a união entre a tradição dos grandes maestros de 1976 e a modernidade da produção fonográfica, tornando-o uma figura central na história da música brasileira feita para a televisão.

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Cinema: Filmografia - participação como instrumentista


:: Pixinguinha, um Homem Carinhoso (2021), um filme de Denise Saraceni e Allan Fiterman | Trilha Sonora de Cristovão Bastos | Produção musical: Zé Nogueira | Jurim Moreira: Bateria 
:: Chico – Artista Brasileiro (2015), um filme de Miguel Faria Jr. | Trilha sonora original Chico Buarque | Direção musical: Luiz Cláudio Ramos | Jurim Moreira: bateria e percussão
:: A Suprema Felicidade (2010),  um filme de Arnaldo Jabor | Trilha Sonora de Cristovão Bastos | Jurim Moreira - bateria.
:: Zuzu Angel (2006), um filme de  Sérgio Rezende |  Trilha Sonora de Cristovão Bastos | Produção musical: Zé Nogueira | Jurim Moreira - bateria
:: O Xangô de Baker Street (2001), um filme de Miguel Faria Jr. | Trilha Sonora de Edu Lobo | Produção Lobo Music | Jurim Moreira - bateria
:: Mauá: O Imperador e o Rei (1999), um filme de Sergio Rezende | Trilha Sonora de Cristovão Bastos | Jurim Moreira - bateria e percussão.
:: Kuarup (1989), um filme de Ruy Guerra | Trilha Sonora Egberto Gismonti | Jurim Moreira: caixa.
:: Ópera do Malandro (1985), um filme de Ruy Guerra | Trilha Sonora de Chico Buarque | Direção musical: Chiquinho de Moraes Jurim Moreira - bateria 


Teatro - participação como instrumentista
:: Musical 'Tia Zulmira e nós' (2001), adaptação do jornalista João Máximo para os textos de Stanislaw Ponte Preta (pseudônimo de Sérgio Porto), com direção de Aderbal Freire Filho | Trilha Sonora Cristovão Bastos e Aldir Blanc | ficha técnica: Direção: Aderbal Freire Filho | Direção: Dudu Sandroni | Direção musical: Cristovão Bastos; Trilha sonora: Aldir Blanc e Cristovão Bastos | Músicos: Bororó (baixo), Cristovão Bastos (piano), Iura Ranevsky (violoncelo), Jurim Moreira (bateria) | Elenco: Augusto Madeira; Beth Lamas; Cláudio Lins "Stanislaw Ponte Preta /Sérgio Porto"; Cláudio Mendes; Suely Franco "Tia Zulmira" // Estreia Janeiro 2001, Teatro II - Centro Cultural Banco do Brasil/CCBB - Rio de Janeiro.].





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CRÉDITOS DE PESQUISA E DO SITE
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:: Pesquisa, seleção, organização e edição: Elfi Kürten Fenske / Templo Cultural Delfos
:: Foto de capa do site: Jurim Moreira, por ©Roberto Cifarelli  
:: Data da criação: Março /2026 
:: Todos os direitos reservados: ©Jurim Moreira
:: Página atualizada em: 3.4.2026 

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