Jurim Moreira - biografia

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Jurim Moreira (Teatro Rival Petrobras) - foto: Marcelo Castello Branco

Nota: Página em construção e atualização

Jurim Moreira é amplamente respeitado e considerado um dos maiores bateristas da história da música brasileira. Conhecido por sua técnica precisa, versatilidade, musicalidade refinada e postura discreta, Jurim é o autêntico "músico de músicos" — aquele cuja importância se mede tanto pela excelência do que toca quanto pela confiança absoluta que inspira em artistas, arranjadores, produtores e técnicos.

Sua trajetória consolidou uma carreira sólida como músico de estúdio e de palco, tornando-o referência na MPB, no jazz brasileiro e na música instrumental. A formação de Jurim é marcada por uma escuta apurada e por uma abordagem sensível, sempre valorizando o diálogo com os demais instrumentos e priorizando a canção com uma sonoridade orgânica e elegante. Um dos bateristas mais gravados do país, ele é mestre no uso das vassourinhas e no controle de dinâmica, mantendo uma "cozinha sólida" que se tornou o alicerce de centenas de álbuns fundamentais.

Nascido em Jacareí (SP), em 1956, Jurim Francisco Leal Moreira iniciou sua jornada aos oito anos, com o apoio dos pais, Vespaziana Lemes Miragaia e Dorny Leal Moreira, apresentando-se no programa “Vamos Brincar” na Rádio Clube de Jacareí, apresentado pelo seu pai. Sua base musical incluiu estudos de piano iniciados em Jacareí e percussão clássica com Cláudio Stefano, além da bateria com Luís Carlos de Siqueira (Chuim) no Conservatório do Brooklin Paulista. Após as primeiras experiências nos conjuntos de baile Sylver Boys e Processo Pop, mudou-se aos 17 anos para o Rio de Janeiro, onde integrou o grupo de baile Rancho e aprofundou sua formação no Conservatório Villa-Lobos sob a orientação de mestres como Edgar Nunes Rocca (Bituca), Claudio das Neves e Hugo Taganine.

Essa sólida base permitiu que ele transitasse pela música clássica, integrando por dois anos a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Nos anos 70, iniciou sua ascensão na MPB na banda de Ney Matogrosso, abrindo caminho para décadas de colaborações em turnês e gravações com nomes como Alceu Valença, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Edu Lobo, Nana Caymmi, Daniel Boaventura, Dori Caymmi e Chico Buarque.

A discografia de Jurim é um verdadeiro "quem é quem" da cultura nacional. Ao longo de sua trajetória, acompanhou vozes icônicas que moldaram o país, como Adriana Calcanhotto, Alaíde Costa, Aldir Blanc, Beth Carvalho, Erasmo Carlos, João Bosco, Luiz Melodia, Milton Nascimento, Miucha e Raul Seixas. Seu talento também serviu ao universo pop e romântico, gravando com artistas como Ana Carolina, Fábio Junior, Roberto Carlos, Sandy e Junior, Simone e Ivete Sangalo, além de nomes populares como Agnaldo Rayol, Odair José e Wando.

Jurim contribuiu para o desenvolvimento de uma linguagem contemporânea que une tradição e inovação. Na década de 80 integrou a Banda Zil junto com os cantores Zé Renato e Claudio Nucci, o pianista Marcos Ariel, o guitarrista Ricardo Silveira, o baixista João Batista e o saxofonista Zé Nogueira. Em 1987 lançam o cultuado álbum “Banda Zil “lançado pela Continental / Polygram na Europa, Estados Unidos e Japão e num reencontro da banda em 2019 lançam “Zil ao vivo” (MP,B Discos / Som Livre).

Em 2007 em conjunto com o arranjador e pianista  Cristovão Bastos, o contrabaixista Bororo e o saxofonista Zé Canuto lançou no mercado europeu, pela gravadora suíça Kind of Blue, o CD Bossa Nova – Delicado.

No campo da música instrumental com sua fluidez instrumental o levou a colaborar com mestres como: César Camargo Mariano, Egberto Gismonti, Hélio Delmiro, João Carlos Assis Brasil, Luis Claudio Ramos, Mauro Senise, Nico Assumpção, Vittor Santos, além de participar de projetos de resgate como o Ouro Negro e Choros & Alegria, dedicados à obra de Moacir Santos e a “Homenagem ao Maestro Luiz Eça”.

Internacionalmente, gravou e excursionou com o pianista italiano Stefano Bollani e levou a bateria brasileira aos palcos mais prestigiados do mundo, incluindo o Carnegie Hall, Lincoln Center, Birdland, Blue Note de Nova York, Tóquio e Osaka, Royal Albert Hall, Ronnie Scoth, Olympia, New Morning e os principais festivais de jazz europeus como Montreux, North Sea, Nice Jazz Festival, Milano Jazz Festival, Umbria Jazz, entre outros.

Sua assinatura também está presente no audiovisual e no teatro. Participou da trilha da peça Cambaio, de Edu Lobo e Chico Buarque, e de filmes como Kuarup, Xangô de Baker Street e Chico – Artista Brasileiro.

Hoje, o legado de Jurim Moreira está consolidado como parte fundamental da base rítmica brasileira das últimas décadas. Ele permanece como um nome indispensável e uma referência de excelência para a música produzida no Brasil.


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CRÉDITOS DE PESQUISA E DO SITE
:: Supervisão, revisão e complementações: Valéria Machado Colela / Luz Produções
:: Pesquisa, seleção, organização e edição: Elfi Kürten Fenske / Templo Cultural Delfos
:: Foto de capa do site: Jurim Moreira, por ©Roberto Cifarelli  
:: Data da criação: Março /2026 
:: Todos os direitos reservados: ©Jurim Moreira
:: Página atualizada em: 28.3.2026

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