- Jurim Moreira, 20 abril de 1967 Jacarei - SP @J.Pacheco
Jurim Moreira é amplamente respeitado e
considerado um dos maiores bateristas da história da música brasileira.
Conhecido por sua técnica precisa, versatilidade, musicalidade refinada e
postura discreta, Jurim é o autêntico "músico de músicos" — aquele
cuja importância se mede tanto pela excelência do que toca quanto pela
confiança absoluta que inspira em artistas, arranjadores, produtores e
técnicos.
Sua trajetória consolidou uma carreira sólida como
músico de estúdio e de palco, tornando-o referência na MPB, no jazz
brasileiro e na música instrumental. A formação de Jurim é marcada por uma
escuta apurada e por uma abordagem sensível, sempre valorizando o diálogo com
os demais instrumentos e priorizando a canção com uma sonoridade orgânica e
elegante. É um dos bateristas que mais gravam no país.
Nascido em
Jacareí (SP), em 1956, Jurim Francisco Leal Moreira iniciou sua
jornada aos oito anos, com o apoio dos pais, Vespaziana Lemes Miragaia e Dorny
Leal Moreira, apresentando-se no programa Vamos brincar na Rádio Clube
de Jacareí, apresentado pelo seu pai. Sua base musical incluiu estudos de
piano iniciados em Jacareí e percussão clássica com Cláudio Stefano, além de
bateria com Luiz Carlos de Siqueira (Chuim) no Conservatório Musical Brooklin
Paulista. Após as primeiras experiências nos conjuntos de baile Sylver Boys
e Processo Pop, mudou-se aos 17 anos para o Rio de Janeiro, onde
integrou o grupo de baile Rancho e aprofundou sua formação no
Conservatório Villa-Lobos sob a orientação de mestres como Edgar Nunes Rocca
(Bituca), José Cláudio das Neves e Hugo Tagnin.
Essa sólida base permitiu que ele transitasse pela
música clássica, integrando por dois anos a Orquestra Sinfônica do Theatro
Municipal do Rio de Janeiro. Nos anos 70, iniciou sua ascensão na MPB na banda
de Ney Matogrosso, abrindo caminho para décadas de colaborações em turnês e
gravações com nomes como Alceu Valença, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal
Costa, Edu Lobo, Nana Caymmi, Daniel Boaventura, Dori Caymmi e Chico Buarque.
A discografia de Jurim é um verdadeiro "quem é
quem" da cultura nacional. Ao longo de sua trajetória, acompanhou vozes
icônicas que moldaram o país, como Adriana Calcanhotto, Alaíde Costa,
Aldir Blanc, Beth Carvalho, Erasmo Carlos, João Bosco, Luiz Melodia, Milton
Nascimento, Miúcha e Raul Seixas. Seu talento também serviu ao universo pop
e romântico, gravando com artistas como Ana Carolina, Fábio Junior, Roberto
Carlos, Sandy e Junior, Simone e Ivete Sangalo, além de nomes populares como
Agnaldo Rayol, Odair José e Wando.
Jurim contribuiu para o desenvolvimento de uma
linguagem contemporânea que une tradição e inovação. Na década de 80, integrou
a Banda Zil junto com os cantores Zé Renato e Claudio Nucci, o
pianista Marcos Ariel, o guitarrista Ricardo Silveira, o baixista João Batista
e o saxofonista Zé Nogueira. Em 1987, eles lançaram o cultuado álbum BandaZil pela Continental/ Polygram na Europa, nos Estados Unidos e no Japão. Num
reencontro da banda em 2019, lançaram Zil ao vivo (MP,B Discos/Som
Livre).
Em 2007, o
arranjador e pianista Cristovão Bastos, o contrabaixista Bororó Felipe, o
saxofonista Zé Canuto e Jurim lançaram no mercado europeu, pela gravadora suíça
Kind of Blue, o CD Bossa Nova – Delicado.
No campo da música instrumental, com sua fluidez, colaborou com mestres como César Camargo Mariano, Egberto Gismonti, Hélio Delmiro, João Carlos Assis Brasil, Luiz Cláudio Ramos, Mauro Senise, Nico Assumpção, Vittor Santos, além de participar de projetos de resgate como Ouro Negro e Choros & Alegria, dedicados à obra de Moacir Santos, e da Homenagem ao Maestro Luiz Eça.
Na década de 1980, no saudoso Jazz Mania, tocou com Rique
Pantoja, tendo o trompetista, vocalista e compositor Chet Baker como convidado;
em 1994, fez uma turnê pelo sul do Brasil com o guitarrista Larry Coryell; e
nos anos 2000, gravou e excursionou com o pianista italiano Stefano Bollani,
levando a bateria brasileira aos palcos mais prestigiados do mundo, incluindo Carnegie
Hall, Lincoln Center, Birdland, Blue Note de Nova York,
Tóquio e Osaka, Royal Albert Hall, Ronnie Scott’s, Olympia, New Morning, e
aos principais festivais de jazz europeus como Montreux, North
Sea, Nice Jazz Festival, Milano Jazz Festival, Umbria Jazz, entre outros.
Sua assinatura também está presente no audiovisual e no teatro. Participou da
trilha da peça Cambaio, de Edu Lobo e Chico Buarque, e das trilhas dos
filmes Kuarup, Xangô de Baker Street e Chico – Artista
Brasileiro, entre outras produções.
Hoje, o legado de Jurim Moreira está consolidado como parte fundamental da base rítmica brasileira das últimas décadas. Ele permanece como um nome indispensável e uma referência de excelência para a música produzida no Brasil.
CRÉDITOS DE PESQUISA E DO SITE:: Supervisão, revisão e complementações: Valéria Machado Colela / Luz Produções
:: Pesquisa, seleção, organização e edição: Elfi Kürten Fenske / Templo Cultural Delfos
:: Concepção de design e textos: Valéria Machado Colela e Elfi Kürten Fenske:: Revisão de textos: Rita Nardelli
:: Manipulação de imagens: Christina Barcellos
:: Foto de capa do site: Jurim Moreira - ©acervo pessoal
:: Data da criação: Março /2026
:: Todos os direitos reservados: ©Jurim Moreira
:: Página atualizada em: 12.5.2026
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